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6/30/2003

BLOG NOTA 10
 

O blog nota 10 indicado na coluna do Gravatá no O Globo de hoje, é o "Apenas Bahia", do fotógrafo baiano Adenor Gondim. Parabéns meu amigo, indicação mais do que merecida!

+ Adenor em:

photosynthesis - ensaio
photosynthesis - mural
olhar & ver - Adenor fala sobre o Apenas Bahia

11:40:36 AM


CHICO XAVIER
 

Hoje completa um ano que Chico Xavier, médium, Espírita, conhecido e respeitado mundialmente, desencarnou.

A mídia como sempre não perdeu tempo. Chico voltou às manchetes de revistas e o Fantástico de domingo (29.06) exibiu uma matéria sobre possíveis códigos secretos que o médium teria deixado em poder do filho - que a mídia sempre faz questão de ressaltar ser adotivo -, o médico particular e com uma policial, amiga pessoal; esta revelou que dois desses códigos, Chico Xavier, levou com ele para o túmulo, dando a entender que são objetos. Segundo a matéria, os tais códigos secretos servirão para uma futura identificação do médium, quando o mesmo começar a enviar mensagens através de médiuns psicógrafos. A matéria sustenta também que Chico teria revelado ao filho que ele era a reencarnação de Alan Kardec, codificador da Doutrina Espírita.

Os dois assuntos me causam estranheza. Qualquer pessoa que, mesmo não sendo Espírita, conheça as bases da doutrina, sabe que os Espíritos não precisam combinar senhas ou códigos cifrados para futura identificação. Quando necessário, seja através da psicografia, psicofonia, vidência ou em casos muito especiais e em grupos fechados, através da materialização, eles se revelam. Os Espíritas sabem também que a questão de nomes em mensagens mediúnicas não possuem a menor importância e os Espíritos dificilmente se identificam. Normalmente assinam um irmão, um amigo ou um nome qualquer. Outros, podem se identificar como São Pedro, Ana Bolena, Jesus... O nome não importa, o que importa é o teor da mensagem, se edificante ou não. Chico Xavier também sabia disso e estava para além dessa pequenês humana.

A outra história, que Chico Xavier teria revelado ter sido Alan Kardec, já está causando polêmica e veio à tona primeiramente no livro Na próxima Dimensão, de Carlos Baccelli, recebido com muitas reservas no meio Espírita.

Se é verdade ou não, isso não faz a menor diferença nem torna Chico Xavier mais ou menos importante do que já é como ser humano.

Por enqüanto, a única verdade é que esta "revelação" fere um dos preceitos da Doutrina Espírita, que serviu de base à codificação kardequiana: A universalidade. Durante a codificação da doutrina, Kardec distribuia perguntas a médiuns de várias partes do mundo. Estes, repassavam as perguntas aos Espíritos. Respondidas, eram reenviadas à Kardec, que comparava as respostas. Quando elas eram as mesmas, vindas de várias localidades distintas, eram então aceitas como verdade.

É isto que falta à esta teórica revelação. Não há confirmação. Não adianta o Baccelli, por mais reconhecimento que possa ter, afirmar isso porque os Espíritos (1, 2, 3, ..., n) assim lhe disseram, muito menos o Eurípedes (filho do Chico Xavier) dizer "papai me falou". É preciso que vários e vários médiuns, recebam esta informação do mundo Espiritual para que ela tenha seriedade.

Infelizmente o Espiritismo, mesmo quando há boa intenção do veículo - o que não foi o caso da matéria do Fantástico -, é sempre tratado de maneira sensacionalista e por pessoas que não conhecem absolutamente nada sobre o tema, confundindo-o com outras crenças que aceitam a existência dos espíritos e a reencarnação.

 

2:58:56 AM


6/29/2003

Verbete: marginal
[Do lat. margine, "margem", + -al.]
Adj. 2 g.
1. Da margem (1 e 2), ou a ela relativo, ou feito, traçado escrito, desenhado nela:
2. V. ribeirinho (2).
3. V. ripícola.
4. Feito ou elaborado à margem de algum assunto:
5. Bras. Diz-se de pessoa que vive à margem da sociedade ou da lei como vagabundo, mendigo ou delinqüente; fora-da-lei.

~V. homem -, nota - e terreno -.
S. 2 g.
6. Bras. Indivíduo marginal (5); fora-da-lei:

eu leio - eu colaboro

5:55:10 PM


6/27/2003

© 2002, Sergio Fonseca
 

3:30:55 AM


6/25/2003

© 2003, Sergio Fonseca
 

11:50:05 AM


6/22/2003

© 2003, Sergio Fonseca - Leme - Rio de Janeiro - RJ

 

ah que preguiça...

 

7:13:54 AM


6/20/2003

MENSAGEM VIVA
 
© 2003, Sergio Fonseca - Rio de Janeiro - RJ

 

Imagine a seguinte situação: você está almoçando calmamente com um grupo de amigos do trabalho, num bom restaurante da zona sul carioca. De repente, um barulho de fogos de artifício e uma buzina insistente a irritar os freqüentadores do restaurante, entre eles, você.

À mesa, todos comentam e especulam sobre o que estaria acontecendo, que motivo levaria alguém a buzinar tanto. É nesse instante que você ouve o seu nome, falado bem alto. Você faz de conta que não entendeu mas alguém da mesa diz - Fulano, tem alguém te chamando num megafone. Da minha janela eu imagino o sujeito se encolhendo na cadeira, as gargalhadas e olhares das mesas vizinhas, a cara de reprovação do garçom.

- Vai lá fora fulano! vai lá! (mais risadas, você perde a fome)

Lá fora a voz de lata irritante insiste. É mesmo com você. Olho a cena patética. Um carro cheio de adesivos ridículos, bolas amarradas nos retrovisores, limpadores de pára-brisas, os clientes olhando para dentro, querendo saber quem pagaria o mico.

- Fulano, meu amor! hoje é seu aniversário, quis demonstrar o meu amor magnânimo por ti! Então, enviei esta mensagem de amor. Você é a razão do meu viver! Óh meu amor eu te amo!

Nesse instante você já está sob a mesa, todos riem, dedos apontam em sua direção. Alguém ao lado diz: - Vai logo lá e acabe com isso, estou com um cliente importante aqui.

Você só pensa no que vai fazer com aquela criatura que está lá fora gritando e na outra, que por amor, colocou-o nessa situação constrangedora.

- Venha Fulano, trouxe flores para você. Venha meu amor! Você é o tijolinho da minha construção! És cobertor que me aquece no inverno! O meu sangue ferve por você!

Você toma coragem e manda a secretária ir lá fora acabar com a palhaçada toda. Ela vai. Percebo que ela tenta resolver a situação.

É. Você vai ter que trocar de secretária também. Ela foi persuadida pela voz - talvez ela tenha dito: "leia esta carta e prometo que vamos embora"-, a ler para você uma carta de amor. E ela leu. E eu, da janela, estarrecido diante daquele espetáculo, pensei com meus botões...

Quando Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) poetizou que "todas as cartas de amor são ridículas", ele não fazia a menor idéia de até onde o ser humano podia descer com esta idéia.

 

7:33:24 PM


 

Não sei onde estás.
Sumistes dentro da casa
que já não reconheço.

Mudastes a posição dos móveis,
trocastes a cor das almofadas,
outro tom cobre as paredes.

Mas teu perfume resiste,
impregna o ambiente.
Sumistes mas estás em cada detalhe
.

És refém das janelas,
prisioneira de luxo neste cárcere sombrio.

Preferi a luz do sol à estas luzes permanentemente acesas,
à estas ridículas almofadas vermelhas.

Mas confesso que daqui, onde bate o sol, sinto tua falta.

© Sergio Fonseca - Vale das Videiras - RJ
 
 

2:27:21 AM


6/19/2003

© 2003, Sergio Fonseca
 

3:20:34 AM


RIO DE JANEIRO
 
© 2003, Sergio Fonseca - Rio de Janeiro - RJ

 

A revista "New Scientist" publicou resultados de pesquisa realizada durante seis anos por Robert Levine, da Universidade do Estado da Califórnia e um grupo de profissionais da área de psicologia social, em 23 países, que aponta o Rio de Janeiro - apesar de ser uma cidade perigosa - como a cidade mais amigável do mundo. Diz o artigo:

"...Tudo se reduz a simpatia, ou simpático, uma palavra usada no Brasil que descreve uma pessoa que tem certas qualidades como hospitalidade e franqueza..."

"...os brasileiros têm simpatia em abundância e por isso o Rio encabeçou a lista..."

O carioca aqui, assina embaixo.

 

2:39:46 AM


6/14/2003

PAPEL DE PÃO - MAIS DE 50.000 PAGE VIEWS!

 

E para comemorar, o visitante de número 50.000 teria ganho o livro "O Explendor dos Contrários - Aventuras da Cor Caminhando Sobre as Águas do Rio Amazonas", de Arthur Omar.

Teria mas não ganhou, pois para tal, deveria ter me enviado um e-mail na hora, contendo seus dados para o envio do livro, além de deixar um comentário no primeiro post do blog.

 

Vai ver achou que era brincadeira ou que não valia à pena.

O resultado prático é o seguinte. Agora o sorteio será aleatório. Se ao entrar no Papel de Pão, você receber um aviso dizendo que foi o sorteado, não hesite em seguir as instruções. O livro é um show.

ps: está sendo feito controle de endereço ip, portanto e tentativas consecutivas que descaracterizem o sorteio serão desconsideradas.

7:44:44 PM


© 2003, Sergio Fonseca - Rio de Janeiro - RJ

 

Pensava estar protegida.
Trocou de emprego, telefone,
trocou de horários e itinerários.

Trancou bem as portas.
Muro alto, cacos de vidro
e arame farpado.

Na rua, um encontro involuntário.
No olhar dele o mesmo fogo,
nos lábios dela, mordida, batom vermelho.

Perdeu o horário,
perdeu o prumo,
perdeu o rumo,
reencontrou a vida.

 

3:52:54 AM


6/13/2003

E O NEDSTAT...
 

Após criar um contador interno para o papel de pão, tive certeza do que já suspeitava. O contador de acesso do netdstatbasic falha.

Num período de aproximadamente de 5 horas ele computou a menos, 7 visitas. Nada grave. Mas quando acontecer um fato novo aqui no papel de pão, se alguém resolver checar os acessos via nedstat, vai achar que aconteceu antes da hora, quando na verdade, aconteceu na hora certa. :-)

5:24:14 PM


6/12/2003

© 2003, Sergio Fonseca - Rio de Janeiro - RJ
 

Por entre as lâminas da persiana
a vida se mostra em fatias
de amor e de drama.
Objetos, corpos,
nada é completo
por entre as lâminas da persiana.

Por entre as lâminas da persiana
nudez e mudez aos pedaços.

O olho vê o que pode,
a mente completa o restante,
enfeia, distorce, embeleza
a vida que segue adiante,
sem se importar com o que olhas,
por entre as lâminas da persiana.

1:53:09 AM


6/10/2003

CANTAROLANDO...
 

Wish I was your underwear hanging around your waist
Everytime you d shake that thing I d get a little taste
Closer, closer, closer to you
Closer, got to get closer, closer to you

J.J. Cale - Closer to you

3:31:02 PM


6/9/2003

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE MATRIX RELOADED
 
© 2003, Reloaded - Sergio Fonseca

 

Tomado pelo clima criado com os debates e embates filosóficos, tentativas de explicações científicas, teorias de física qüântica, conceitos religiosos aliados a um pouco de aventura, e é claro; ainda influenciado pelo primeiro filme da trilogia MATRIX, fui hoje finalmente assistir a MATRIX CTRL+R, digo, MATRIX RELOADED.

Quero ser a voz dissonante, o Mr. Anderson, que vem salvar a humanidade da Matrix. Não essa, que cria a ilusão, onde tudo o que pode ser, não é, ou é mas não se tem certeza. Quero livrar o ser humano da fila do cinema, dos R$ 14,00 do ingresso, do filme sem enredo que em nada se compara ao primeiro, a não ser o elenco. MATRIX RELOADED é um dos filmes mais chatos que já vi na vida.

Neo é uma mistura do Jesus guerreiro, o messias esperado pelos judeus, com uma versão pós-moderna do Clark Kent - sim, ele voa, chega a sair da órbita da terra, tem visão especial e é aparentemente indestrutível -, como o Homem de Ferro, tem problemas existenciais e se pergunta o que está fazendo naquele filme. A cena em que Neo luta com aquela quantidade replicada de Smiths me fez lembrar durante os dois primeiros minutos, uma daquelas comédias com o Jack Chan mas o diretor resolveu prosseguir com aquilo por intermináveis 10 minutos. Bocejos... O Arquiteto está certo, o cara é uma verdadeira anomalia sistêmica. Pena que lá não d tem Norton nem McAfee. Chupar balinha com o Horáculo também foi demais.

E o "Mc Morpheus" no comando daquela RAVE nas profundezas da terra com uma batida mistura de Techno com Olodum meu Deus? o que é aquilo? "Aí rapaZIONada! vamos abalar!" e o povo de Zion na maior animação. Aquilo não foi nem pílula vermelha nem azul.

Enquando isso o Neo tentava explicar para a Trindade Universal, digo, Trinity: "Querida... não sei o que houve comigo, isso nunca aconteceu".

como bem disse o Morpheus: "Algumas coisas nunca mudam". Cai bem nessa desculpa do Neo. Séculos se passaram e é sempre a mesma velha desculpa...

A melhor cena do filme é quando a Trinity, liga para a base para baixar um programa que ensine a fazer ligação direta numa moto. Um sujeito chamado de "Chaveiro". que está junto dela, tem uma solução mais prática. Entrega uma chave para a moça.

No mais,

Do while not 2h

lutas, lutas, lutas, lutas,
perseguições automobilísticas,
explosões
lutas, lutas, lutas, lutas,
perseguições automobilísticas,
explosões

End do
 

Uma coisa me deixou intrigado... o tal do Arquiteto, que teoricamente e nas explicações que leio e ouço por aí, seria a representação de Deus - mas não é, já que Deus é onipresente, onisciente, perfeito, etc e o sujeito não sabia que o Neo, sendo humano teria uma reação humana - disse que a Matrix já estava em sua sexta versão. Isso me levou a concluir que as três primeiras versões foram tão ruins que desistiram de fazer backup e exibir nos cinemas, e a coisa virou mesmo uma trilogia.

De todo modo, há uma verdade no filme. Tudo é questão de escolha. Se eu fosse você, escolheria ver outro filme.

Se eu pudesse, sugeriria a troca do nome da parte final da trilogia para...

© 2003, Shif Del - Sergio Fonseca
 

3:24:41 AM


6/8/2003

foto: © 2003, Sergio Fonseca - Muro grafitado - Santa Teresa - RJ

 

Verbete: grafite

S. f.
1. V. grafita.
2. Lápis próprio para desenhar.
3. Palavra, frase ou desenho, geralmente de caráter jocoso, informativo, contestatório ou obsceno, em muro ou parede de local público; grafito.

[Cf., nesta acepç.: pichação (2).]

 

2:02:32 AM


6/7/2003

NO CD PLAYER...
 

Whatever, whatever
Girl, I’ll do
Forever and ever, yeah, yeah, yeah, yeah
I’ll see you through

I’ve got to keep you pleased
In every way I can
Gonna give you all of me
As much as you can stand

Make love to you right now
That’s all I want to do
I know you need it, girl
And you know I need it, too

Never never gonna give you up - Barry White
 

Barry White é um dos ícones da black music e esta é, na minha opinião, uma de suas melhores. Comprei hoje o cd Biography, da Lisa Stanfield, após ouvi-la no rádio cantando Never never gonna give you up. O cd é na verdade um greatest hits da moça. Sensacional, me deu vontade de sair dançando pela sala.

Sei não... acho que vem uma festa por aí. Por enquanto vou cantando.

 
I’m never, never gonna give you up
I’m never, ever gonna stop
Stop the way I feel about you
Girl, I just can’t live without you

9:21:12 PM


6/5/2003

DEPOIS DO VERNISSAGE...
 

uma esticada na noite em companhia de amigos é realmente indispensável. Foi o que fizemos ontem. É o momento de colocar o papo em dia, tomar um chopp, trocar opiniões sobre o que foi visto, contar casos, discutir e é claro, dar boas risadas.

Indispensável também é a presença de alguém bom de matemática.

Valeu Annie! Santa precisão!!!

© 2003 - fotoscans Sergio Fonseca. Intervenção sobre traços e elocubrações matemáticas passadas ao guardanapo, da estatística Annie Braga.

 

12:23:52 PM


FOTOGRAFIA DA BOA!
 

 

Ontem consegui ir ao vernissage da exposição de fotografias do meu camarada e fotógrafo Leonardo Ramadinha, na Pequena Galeria, Centro Cultural Cândido Mendes, Rua da Assembléia 10, subsolo, no centro do Rio de Janeiro.

Fotografias e montagem de primeira qualidade, muita gente, velhos e novos amigos. Ramadinha, junto com Claudia Teixeira, designer que assina a montagem da expo, acompanhou e registrou durante meses, o dia-a-dia dos atores profissionais da ong Doutores da Alegria que se apresentam em hospitais infantis e já receberam dezenas de prêmios, incluindo o reconhecimento internacional da ONU.

Mais do que a técnica, Ramadinha fotografa com sensibilidade, na justa medida, o trabalho dos Doutores. Fico imaginando o quão difícil deve ser espalhar alegria num ambiente frio e de dor. É tarefa para poucos. Não basta fazer palhaçada, tentar ser engraçado; porque a criança sabe quando esta alegria é verdadeira. O sorrido dos Doutores, brota do coração. Todos os presentes na abertura da exposição ontem puderam sentir isso, através da performance dos Doutores, que lá estiveram, fazendo suas estripulias e também através do belo trabalho fotográfico.

Ao amigo, nada mais a dizer além do muito obrigado.

Na mesma galeria pode-se conhecer o trabalho da fotógrafa Eliane Heeren, com sua exposição "A cidade vista de dentro do ônibus". Não sei se a proposta é original, mas o resultado fotográfico é interessante e vale a pena ser visto. O único aspecto que achei desnecessário, a utilização de legendas, ao contrário de ajudar, atrapalha. Principalmente, quando muito óbvias - um taxi -, ou que tentam criar um clima - o tempo congelado no relógio da Central...-; portanto, minha dica é: vejam as fotos. São boas. E não olhem para baixo.

Hoje tem abertura da exposição - A Natureza do Olhar - com o trabalho da fotógrafa Monique Cabral, no Centro de Convenções da Bolsa do Rio, de 18h30 às 21h30. Praça XV, 20 - térreo.

 

11:19:53 AM


6/4/2003

JÁ NÃO ERA SEM TEMPO...
 

Agora parece que a equipe acertou a mão. Vários dias de chuva de qualidade aos extremos no Blogs of Note.

 

8:51:00 AM


O COCO
 
© 2003, Sergio Fonseca

 

Não se deu conta da hora. Entardecia e naquele instante, nenhum barulho além do das folhas dos coqueiros, dos pássaros e do virar das páginas do livro.

Era segunda-feira. Durante as mais de cinco horas em que esteve ali, nenhum barco aportou no pequeno cais. Um garoto ofereceu uma bala, vários cachorros passaram, seguindo uma fêmea no cio, uma moça descalça andou até a beira do cais, sentou e ficou balançando os pés na água salgada. Vez por outra, olhava para ele com um sorriso discreto, como quem sugere:

- você não vai falar comigo?

Internamente ele sorria e pensava:

- bonita...

Ela se levanta e fita o horizonte. Ávidos, os olhos dele percorriam letras, folhas - do livro e do coqueiro - o vestido de crepe florido e os cabelos esvoaçantes, os pés, provavelmente 35, ainda molhados.

Um coco caiu e rolou até a pequena faixa de areia. Ela corre até ele com uma alegria juvenil. Vira-se para o homem e diz que adora água de coco. Ele acena com um sorriso como quem diz - também. Ela então pergunta:

- Você tem algo aí que sirva para abrir esse coco?
- Lá em casa eu tenho...
- É um convite?
- É aqui perto, vamos?
- Vamos. Mas só para tomar água de coco (mentira ...)

Partiram em conversa animada. Ele esqueceu o livro na grama - Amar se aprende amando, de Drummond. Tentei devolver mas não os alcancei.

 

1:20:40 AM


6/3/2003

VEM...

4:15:08 AM


6/1/2003

COMEÇA HOJE!
 

André Vilaron - Cesar Barreto - Cristiano Júnior - Eneraldo Carneiro - Frank Horvat - Helmut Newton - J.R.Ripper - Jean Claude Wicki - Joana Mazza - João Urban - Katiê Muller - Leonardo Ramadinha - Martha Gubernikoff - Milla Jung - Orlando Brito - Orlando Brito - Ricardo Fasanello - Ricardo Funari - Rogério Reis - Sebastião Salgado - Walter Carvalho - Willian Klein - Zeka Araújo - Zeka Linhares e muitos outros!

Exposições - Oficinas - Palestras - Debates

É a festa da fotografia no Rio de Janeiro!

 

4:14:39 AM



 
 
 
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